segunda-feira, outubro 24, 2005
terça-feira, outubro 18, 2005
terça-feira, outubro 11, 2005
Vou ser Tia!!!!!
Gostar e deixar de gostar
"Quando te perdi, perdemos você e eu, eu porque perdi quem mais amava, você porque perdeu quem mais te amou, mas de nós dois você perdeu mais, porque eu posso amar alguém como te amei, mas você não será assim amado jamais!"
Crescida
domingo, outubro 09, 2005
Worl Press Photo, o poder da imagem

"(...) A fotografia abunda em ambiguidades e cada imagem é uma viagem ao desconhecido. O quê, onde, quando, quem? E logo, obviamente, porquê? A resposta não está nas próprias fotografias: estas servem apenas como catalizadores que despertam a nossa atenção e a nossa consciência. (...)"

Alice
Nota de intenções
Interessava-me na história de "Alice" explorar sobretudo a obsessão. Alguém que perde uma filha e que, sentido-se impotente para agir, cria um sistema paralelo de funcionamento, exterior à sociedade em que vive. Quando, à noite de regresso a casa, vemos os vídeos de Mário e toda aquela multidão anónima, em movimento continuo, já não sabemos se aquelas imagens são reais se apenas existem na cabeça de Mário.Um rosto igual a outro rosto, uma rua igual a outra rua, um dia igual a outro dia. A cidade como local de abstracção onde, alguém como Mário, pode estar profundamente isolado. Na procura de Alice, Mário conhece outras personagens, também elas, de alguma forma, sozinhas também elas isoladas na cidade onde vivem."Alice" é sobretudo um filme sobre a ausência. Uma história de amor de um pai por uma filha.
Marco Martins
Sinopse
Passaram 193 dias desde que Alice foi vista pela última vez.Todos os dias Mário, o seu pai, sai de casa e repete o mesmo percurso que fez no dia em que Alice desapareceu.A obsessão de a encontrar leva-o a instalar uma série de câmaras de vídeo que registam o movimento das ruas. No meio de todos aqueles rostos, daquela multidão anónima, Mário procura uma pista, uma ajuda, um sinal...A dor brutal causada pela ausência de Alice transformou Mário numa pessoa diferente mas essa procura obstinada e trágica, é talvez a única forma que ele tem para continuar a acreditar que um dia Alice vai aparecer.
Alice!
Démos as mãos e fomos os dois à procura da Alice. Perturbador. Tão perturbador que se não fosse o calor do teu corpo, o aconchego do teu peito, presumo que não teria sido capaz de distinguir ficção e realidade. O teu papel na minha vida, por vezes, é mesmo esse... ajudar-me a fazer a distrinça entre dois mundos.
Procurei a Alice, contigo, através de ti. E encontrei-me naquela menina que nunca chegou a aparecer. Revi-me naqueles caracóis, no casaco azul e nos pombinhos da Praça da Figueira. Lembrei-me do piolhito a correr no meio dos bichos e a saltar nas pocinhas deixadas pela chuva.
Senti o medo, a angústia, um fio de dor, que não sendo minha, tomou conta de mim. Aterrador. Precisei do teu abraço para me sentir outra vez segura. A Alice não voltou, regressei a casa abandonada por essa perda e tive que acordar a minha criança para me certificar que estava bem, protegida por mim.
O limiar da loucura que passou diante dos nossos olhos, incomodou-me. O desespero e a perda do norte numa cidade cinzenta e demasiado grande para não nos desencontrarmos. Tive medo de um dia deixar de te ver, de te sentir... percebi que podia experimentar aquele desequilíbrio, aquele vazio, aquele desespero...
Já não há palavras... o diálogo é mudo... a música é sublime, Bernardo Sassetti... o amor é sempre imenso, intenso, inesquecível, intemporal...
Hoje gosto... amanhã ainda vou gostar mais!
Invade-me o sossego da madrugada, contrastante com o turbilhão interior que me rouba quietude.
Algures... as inúmeras histórias que cruzam a minha e... a estória sempre presente.
Não sou eu... já não sou só eu... é o que fizeste de mim... é aquilo de que sou feita.
O poder da imagem... uma vila secular povoada de mística, repleta de afectos, a humidade incessante, o sol que derrete o gelo e aquece a alma.
Um eclipse. A vertigem da velocidade... cigarros que demoram a arder... vidas que se consomem... o que nos consome por dentro.
Estradas que se atravessam... um mar de gente. O vazio. A entrega. O medo. O amor a tentar vencer a vida. O amor a tentar conquistar o resta da vida.
A verdade. O poder das memórias. A luz e o brilho, o teu sorriso, o meu sorriso. A magia da noite na alma (e na obra) dos poetas. A noite a ver nascer o dia. Uma promessa de vida a querer vencer a morte.
A música... o embalo das palavras que não se podem perder... a sonoridade dos afectos... a nossa identidade.
A estória escrita através da história... um acaso que o acaso nos concedeu. A descoberta do outro. A razão das razões... o mais sublime dos amores... deixarmos de ser dois seres avulso para passarmos a ser nós. Eu e tu.
Hoje gosto, amanhã vou gostar ainda mais.
Não sei quanto tempo fomos,
Porque tu,
A estrada ainda é longa,
Não sei quanto tempo fomos,
Porque tu,
Navegas escondida,
Porque tu,
sexta-feira, outubro 07, 2005
Amar Demais
RITA MATOS... esta mulher é fantástica, uma guerreira que luta com armas preciosas: talento, sonho, sensibilidade e humildade.
Vale muito a pena ler estas 'estórias', desfrutar deste presente e partilhar a magia destas palavras.
Vem aí o Natal... haverá melhor presente que uma declaração de amor?! Amar Demais... porque Amar é Demais!
"De: Alguém que apesar de não ter experimentado todas estas formas de amor, as acompanhou de algum modo, encarnando aqui diferentes personagens, sentindo por cada uma delas.
Para: Todos os que amaram, amam ou vão amar um dia.
O amor não tem explicação, nem este livro pretende apresentá-la. Procura, sim, por palavras que todos conhecem e situações por que muitos passaram, lembrar que o amor pode não ter a forma que desejamos ou escolhemos. Nem sempre encontra, no seu objecto, aquilo que sonhou. Mas, muitas vezes, é também mais do que esperámos, do que procurámos, do que fizemos. Em qualquer dos casos, por mais difícil que seja suportá-lo e por mais sublime que seja vivê-lo, amar é demais.
terça-feira, outubro 04, 2005
Amores imperfeitos, porque a vida não chega... porque a vida não chega, amores imperfeitos...
Um cheirinho a café
Tenho um poema escrito